Citando outras fontes
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Bruna Batista Abreu – Wednesday, 30 September 2009, 10:39 PM Sou graduada em Letras – Inglês (Bacharelado e Licenciatura) pela UFSC.
Por dois anos, fui pesquisadora do programa de Iniciação Científica, onde trabalhei em pesquisas nas área de multimodalidade, práticas de letramento, e ensino.
Gostaríamos de orientá-los em relação a maneira correta e eticamente adequada de se extrair informações de outras fontes.
Como acadêmicos, vocês devem ser cientes de que plágio é um crime passível de punição (consultar Código Penal, Art. 184).
É importante respeitar os diretos autorais de terceiros e buscar construir seus próprios textos, refinar seu estilo de escrita, com originalidade, usando sua criatividade, talento, ideias, e conhecimento do assunto.
É indispensável, porém, valorizar o que outros escreveram, ressaltar as contribuições que eles trouxeram para a área de estudo. É necessário, então, citá-los e referenciá-los, para que o leitor consiga distinguir, no texto, o que é seu e o que é do outro, e que possa também procurar o texto desse outro.
Portanto, é necessário tomar certas providências quando vocês quiserem extrair uma ideia de um autor ou copiar o que este escreveu.
Para ilustrar a diferença entre plágio, citação indireta (ou paráfrase) e citação direta, apresento três textos, que usaram como base a mesma parte do livro-texto da nossa disciplina:
Um plágio seria assim (cópia integral ou parcial do texto):
Como podemos ver, Bakhtin concebe língua(gem) como atividade social, por isso ideológica, fruto de necessidades sociais, estabelecendo-se no diálogo com o outro. É uma visão de fundamentação social e histórica que defne a língua em seu uso – na enunciação –, ou seja, quando se dá a interação entre as pessoas por meio da língua(gem). Fica visível que se trata de uma concepção de língua(gem) diferente daquela que tratamos em subseção anterior, já que os formalistas se preocupam em entender como a língua se constitui internamente, como está estrutura-da, enquanto os sociologistas preocupam-se em entender como a língua funciona nas relações sociais. Isso, como podemos perceber, resulta em definições bastante distintas do que seja de fato língua(gem).
Citação indireta ou paráfrase:
A perspectiva de linguagem tomada por Bakthin difere expressivamente da verente formalista. Para este autor, o enfoque deve estar no uso social da língua, que é concebida como sendo de caráter ideológico (Dellagnelo & Rizzatti, 2009).
Citação direta:
De acordo com Dellagnelo & Rizzatti (2009), em contraste com a vertente formalista, “Bakhtin concebe língua(gem) como atividade social, por isso ideológica, fruto de necessidades sociais, estabelecendo-se no diálogo com o outro. É uma visão de fundamentação social e histórica que defne a língua em seu uso – na enunciação –, ou seja, quando se dá a interação entre as pessoas por meio da língua(gem).” (p. 19).
OU
Em contraste com a vertente formalista, “Bakhtin concebe língua(gem) como atividade social, por isso ideológica, fruto de necessidades sociais, estabelecendo-se no diálogo com o outro. É uma visão de fundamentação social e histórica que defne a língua em seu uso – na enunciação –, ou seja, quando se dá a interação entre as pessoas por meio da língua(gem).” (Dellagnelo & Rizzatti,2009, p. 19).
Ao final do texto, é imprescindível incluir uma seção intitulada “Referências” ou “Referências Bibliográficas”, que contenha a referência de todos os trabalhos que foram citados em seu texto. Dentro das normas da ABNT, ficaria assim:
DELLAGNELO, A. K.; RIZZATTI, M. E. C. Introdução aos Estudos da Linguagem. Florianópolis: LLE/CCE/UFSC, 2009.
Esperamos que esta informação ajude vocês em seus trabalhos futuros.
