Flash Mod
Um flash mob (traduzido do inglês para “multidão instantânea”) é um evento onde um grupo de pessoas vai de repente a um lugar público, desenhando movimentos pré-coreografados e sem sentido aparente, apenas por entretenimento ou muitas vezes com finalidades políticas e de reivindicação.
Os flash mobs são manifestações feitas por grupos de pessoas, que combinam através de mensagens pela internet para irem a determinados lugares, efetuar alguma coisa de forma inusitada (dançar, gritar, pular amarelinha, recitar a tabela periódica, etc.), deixando todo mundo confuso, se dispersando depois de algum tempo, sem explicar nada a ninguém
Apesar de ser algo aparentemente inútil, as manifestações dos flash mobs podem vir a ser potencialmente promissoras. Basta serem direcionadas de uma melhor forma. Pois elas contam com pessoas dispostas a se deslocar de suas residências, saindo do seu lugar comum e indo de encontro a feitos inesperados. Algo que seria bem positivo, por exemplo, se acontecesse em um asilo. Do nada apareceriam jovens, alegres e cheios de energia, passando alguns bons momentos com pessoas idosas que certamente adorariam sua visita. Mesmo que fosse apenas por poucos instantes, pois bastaria darem um caloroso abraço no maior número de idosos que ali estivessem e depois partir. Nada muito complicado. Mas suficiente pra encher de alegria à alma dos bons velhinhos.
Alguém se lembra do fenômeno dos flash mobs? Um grupo de desconhecidos surgia do nada, realizavam alguma ação inusitada e dispersavam rapidamente. Isso ainda acontece e os mais interessantes parecem ser nas estações de metrô de Londres. Todos os desconhecidos envolvidos combinavam os flash mobs via SMS ou email. Era um viral e de acordo com a teoria dos seis graus de separação, muita gente ficava sabendo. Pois é, flash mob por SMS está fora de moda. O esquema agora é marcar via Twitter.
InterCon 2007 e a revolta dos Twitters
Quem esteve no InterCon, ou mesmo que não esteve, mas acompanhou via Twitter, percebeu o poder da ferramenta. Aparentemente aquela pergunta “O que você está fazendo?” não faz sentido algum. Mas quando se junta um monte de gente em um mesmo lugar, a resposta é quase um revolução.
As palestras eram comentadas por uma massa de twitteros em tempo real. Carbono 14 tem a ver com aquecimento global? Não! E lá foi a multidão prontamente protestar contra as palavras vindas de um representante do oráculo. Do grego, internet, do francês, interneté, e o auditório ovacionou. Lá no twitter, aplausos virtuais. Tudo em tempo real, todo mundo interagindo, mesmo que fosse para conversar com o cara do lado via micro-blogging.
Uma das palestras não agradou o público mais conectado do InterCon. No Twitter começou a pipocar a palavra desconferência, modelo mais anárquico adorado por geeks. Não deu outra, em 10 minutos uma multidão se reuniu nos puffs do saguão e passou a discutir assuntos aleatórios. Não pude comparecer pois estava no palco vendo ensinamentos do que é Wikipédia. Alguém aí sabe? Explique nos comentários.
Com quem você está fazendo?
O Orkut surgiu com a pergunta “Quem você conhece?”. Na vez do Twitter a pergunta mudou para “O que você está fazendo?”. Estou esperando para ver uma nova rede social surgindo, com um nome esquisito e uma pergunta bombástica: “Com quem você está fazendo?”.
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