Chá verde, Chá Preto, Camellia sinensis

Algumas curiosidades sobre o Chá

O chá é uma bebida de origem vegetal. Isso já todos sabemos. Mas sabiam que todas as variedades de chá (à excepção dos chás de erva), advêm da Camellia sinensis, um arbusto que cresce em climas tropicais e semi-tropicais? E que a maior parte do chá colhido é o chá preto? Pois bem, resolvi falar de chá, uma bebida que adoro e que só nos traz benefícios.

O chá preto, a variedade mais popular nos Estados Unidos, na Europa e na Índia e, por isso, a mais consumida, é preparado por meio de exposição das folhas de chá ao ar livre, com o objectivo de desencadear um processo natural de fermentação, que vai transformar a sua cor em castanho escuro, conferindo assim, ao chá preto, o seu característico e intenso aroma. Fiquem a saber que as variedades “Pekoe” e “Orange Pekoe” apenas se referem ao grau e tamanho da folha do chá e não às características aromáticas do mesmo.

O chá verde, muito enraizado na China e no Japão e cada vez mais popular no resto do mundo, é a menos fermentada das variedades de chá. Dado as folhas serem submetidas apenas a um tratamento por vapor, elas mantêm a sua cor verde. Daí o seu nome. A variedade “Oolong” é uma forma intermédia entre o chá verde e o chá preto.

Aproximadamente 78% da produção mundial de chá é da variedade de chá preto; o chá verde representa cerca de 20% e o Oolong apenas cerca de 2%. Quer o chá preto, quer o chá verde, contêm flavonóides (também designados por polifenóis do chá), que são um dos tipos de anti-oxidantes existentes. Segundo especialistas, os anti-oxidantes podem ajudar a proteger as nossas células dos efeitos nocivos dos radicais livres. Para que percebam, quando a quantidade de radicais livres deixa de estar equilibrada com a quantidade de anti-oxidantes presentes no nosso organismo, eles podem afectar as células, facilitando a proliferação de determinadas doenças, como as cardíacas ou o cancro. É por isso que o chá verde tem estado, ultimamente, tão em voga.

O mesmo arbusto Camellia sinensis ainda dá origem ao chá vermelho e ao chá branco. No caso do vermelho, o mesmo é mantido em barris por 60 anos para maturação, e dizem ser um óptimo desintoxicante, anti-depressivo e ajudar no metabolismo do fígado e na digestão de gorduras. O chá branco é feito com folhas e botões jovens, protegidos do sol para que não se produza muita clorofila. A sua principal propriedade é anti-oxidante, aparentemente mais potente que no chá verde.
Este último, para além de ser rico em polifenóis, ajuda também na digestão e no emagrecimento, por fazer acelerar o metabolismo.

Quanto aos chás de ervas, estes não são feitos a partir das folhas do Camellia sinensis, pelo que não são verdadeiramente chás. Tratam-se de uma mistura de folhas, flores ou raízes de plantas, com várias especiarias ou aromas de fruta. A palavra “chá” tem sido, neste campo, usada popularmente, quando se deveriam chamar de infusões. As suas propriedades também poderão ser realçadas, como é o caso de uma preparação herbal da planta Roobios, originária da Africa do Sul, sem cafeína e com maior número de anti-oxidantes que o chá verde), mas a investigação científica tem dirigido a sua atenção, essencialmente, para os efeitos dos chás verde e preto na saúde.

Não posso terminar esta minha breve incursão pelos desígnios do chá, sem referir um dos ex-líbris dos Açores – o chá Gorreana. A par do Ananás, esta outra cultura de plantação existente e de menor visibilidade, foi, durante algum tempo, uma importante fonte de rendimento para a economia local, graças à fábrica de chá Gorreana, que se mantém em funcionamento desde o início da sua actividade, em 1883.

O segredo da qualidade do Chá Gorreana reside, provavelmente, no facto de todo o processo se desenrolar no mesmo local, permitindo ao fabricante o controlo de todas as fases do mesmo: plantação, colheita, secagem e tratamento. E, claro, devido também ao respeito pelos métodos mais tradicionais. A Gorreana produz três tipos de chá preto: o Orange Pekoe, proveniente da primeira e, por vezes, da segunda folha de dentro do rebento, que é muito leve e aromático, o Pekoe, obtido a partir das folhas do meio, mais forte e menos aromático e, ainda, o Broken Leaf que, por ser feito com as folhas exteriores, mais velhas e partidas (como o próprio nome indica), mais fraco, menos aromático e, também, mais barato do que os outros. Existe ainda a variedade do chá verde Hysson, que utiliza vapor de água e não vai a fermentar.

Ficaram informados? Que mais posso eu dizer… Apreciem e consumam muito chá.

2 Respostas para “Chá verde, Chá Preto, Camellia sinensis”

  1. quem é diabética e tem colesterol pode tomar este chá? por favor me responda o mais rápido possível ficarei muito grata, obrigado.

  2. Quem é diabética e tem colésterol pode tomar este chá? Por favor me responda o mais rápido possível. Ficarei muito grata; muito obrigado.

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